A falta do que fazer depois de um churrasco ao vento, ou Reclamações por causa da garganta, ou Produto de um dia frio e entediante

Estou doente e sinto falta de escrever sem me preocupar com forma e conteúdo e coesão e tantas outras regras que me talham a criatividade. Sinto-me (e lá vem a colocação pronominal, tão artificial nesse texto de pensamentos soltos) presa e também escritora fajuta, pois deveria conseguir escrever fossem quais fossem as imposições. Acho. Creio. Não consigo, então paro para respirar.

Minha garganta dói feito o diabo – ele deve machucar -, não consigo respirar nem engolir nem pensar direito, só quero ficar deitada na cama assistindo à televisão.

Decidi fazer uma lista.

Os 10 últimos livros que eu li
por ordem cronológica, porque não tenho saco pra inventar outra qualquer

10. Marido e Mulher – Tony Parsons -julho-
Maravilhoso. Eu invejo a escrita do Parsons e me pego imitando-a de vez em sempre quando. Ele consegue retratar maravilhosamente bem os relacionamentos humanos.

9. Crepúsculo (Twilight) – Stephenie Meyer -julho-
Me fez ficar viciada na série da Sra. Meyer. Analisando-o friamente, não é um ótimo livro nem nada, mas quando se está lendo a história… É cativante, se você for uma garota viciada em romances.

8. New Moon – Stephenie Meyer -julho-
Segundo livro da série, considero-o o mais chatinho. Não consigo entender a fixação da personagem principal com seu amado, nem sua submissão. Só salva a participação do Jacob, que é, pra mim, o personagem mais real de Twilight.

7. Eclipse – Stephenie Meyer -julho-
Terceiro livro da série, o melhor. Triângulo amoroso, luta, brigas – “I punched a werewolf in the face” -, romance, drama com partes engraçadas. Tudo para um ótimo livro. Ah, e lobisomens. Stephenie, você me ganhou aqui.

6. Breaking Dawn – Stephenie Meyer -agosto-
Quarto e último livro de “Twilight”. Adorei quando li, depois percebi que só a parte II não em fez odiar o negócio. Achei o começo sem graça, pior do que eu esperava. O final foi meio frustrante, mas aliviante (?). O meio é o que salva, pra mim. Mas não dava pra não ler. Acaba enfim a saga de Bella e Edward… Pelo menos até a Steph decidir escrever mais sobre o Jake, ou acabar de escrever Midnight Sun.

5. 1933 foi um ano ruim – John Fante -setembro-
Há muito tempo queria ler algum trabalho do Fante; não me decepcionei. Era como eu esperava, sem muitos floreios, uma escrita crua. Conta a história de um adolescente na era da depressão norte-americana. A história em si não tem nada de mais, mas mostra a falta de sonhos e perspectiva da época. Agora me falta ler “Pergunte ao Pó” e “Espere a primavera, Bandini” pra ficar feliz.

4. City of Bones – Cassandra Clare -setembro-
Li o comecinho da tal fanfiction que deixou a Cassandra Clare famosa no fandom de Harry Potter e fiquei receosa de ler o livro, o qual me foi indicado pela Ree. Decidi confiar no gosto da minha amiga escocesa, e não me decepcionei. A Clare melhorou pra caramba a escrita nesses sei lá quantos anos (ainda tenho esperanças!), e juntou-se à sua habilidade com as palavras sua imaginação. Passei a considerá-la a Rainha das Surpresas (por falta de tradução melhor), e a série (The Mortal Instruments) figura entre as melhores obras – se não pela escrita, pelo enredo e pelo casal principal – de ficção infanto-juvenil que já li.

3. City of Ashes – Cassandra Clare -setembro-
Segundo livro de TMI. A saga de Clary continua, e faz juz ao primeiro livro, sendo tão bom quanto – ou melhor – que este. Palmas para o capítulo 8, “The Seelie Court”, o qual, devo concordar com a Ree, é o melhor capítulo do livro – da série, até agora – e faz valer a pena pegar “City of Ashes” pra ler, mesmo depois do trauma que é o final de “City of Bones”.

2. A hora da estrela – Clarice Lispector -setembro-
Mais um livro que agora posso riscar da lista dos “livros que preciso ler antes de morrer.” O que me atrai nos textos da Clarice é a capacidade dela de escrever para si mesma e nos arrastar junto para um mundo todo particular. Embora haja em “A hora da estrela” menos subjetividade do que na maioria de seus outros trabalhos, não deixa de ser esse um belíssimo livro, com reflexões sobre existência, vida e morte.

1. Tudo que eu queria te dizer – Martha Medeiros -setembro-
Ah, Martha. Como eu queria ser você. Coletânea de cartas, sem relação uma com a outra, escritas por pessoas completamente diferentes uma das outras – criadas, todas, pela mente dessa gaúcha genial.

[editado] Ah, esqueci de Vampire Academy. Mas tô com preguiça de mudar a a lista, então fica a dica: essa série da Richelle Mead sobre vampiros é fascinante – demora um pouquinho pra engatar o começo da história, mas depois… Mas recomendo que seja lida antes de TMI, porque não é tão boa quanto. :D [/editado]

Prevejo outras listas em breve, visto que essa maldita garganta inflamada me tomará o tempo de aula e ficarei mofando embaixo das cobertas. Escrever, bendito passatempo!

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Sobre Lívia Furtado

Começou a estudar jornalismo e desenvolveu cada vez mais seu amor pelos livros. Começou a fazer reportagens, brincou de editar livros, foi parar na Flip e descobriu que, realmente, é a literatura seu grande amor.

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