Ano novo, parte I

RosaHá muitas coisas há dizer, e talvez pouco tempo. Ou espaço, ou vontade. Há tantas faltas que, embora se façam, não são percebidas até que se precise. Pensei em você, em como nos encontramos e em como me faz falta. Senti porque precisei. De você ao meu lado, das palavras doces e engraçadas, do carinho e do apoio. Precisei me fazer precisa, e com você era tudo, agora fui meia. Não passei a virada do ano sozinha, mas foi como se estivesse, e isso machuca – muito mais do que eu havia imaginado. À meia noite, beijei, mas não foram seus lábios familiares, nem seu perfume único, nem sua barba mal feita. Foram lábios amigos e só havia paixão, quando eu queria muito – muito mais do que eu havia imaginado. Pensei que você fosse passado, e que mudar me faria esquecer: que mentiras contei a mim mesma. Mas quando dá meia-noite, e tudo que se quer é fazer uma ligação para alguém que deveria estar ali, mas não está, você percebe que aquela festa toda não vale nada, e que, se pudesse, começaria o ano de novo. Mas não se diz pare ao relógio, nem se volta atrás, e eu não posso, Fernando, não posso, porque passou tanto tempo e tão pouco e eu ainda preciso me encontrar, seja com outro ou sozinha, para poder estar de novo – com você, completa por mim mesma e mais. Muito mais do que eu jamais imaginei.

Com amor,
Rosa

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Sobre Lívia Furtado

Começou a estudar jornalismo e desenvolveu cada vez mais seu amor pelos livros. Começou a fazer reportagens, brincou de editar livros, foi parar na Flip e descobriu que, realmente, é a literatura seu grande amor.

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