De repente a gente percebe que passou a buscar quem a gente é onde antes a gente tentava escapar.

Marc Jacobs com Godard

Quando eu era criança (ou quando eu tinha uns 9, 10 anos até talvez os 15) meus livros preferidos eram tudo menos parecidos comigo. Eu amava  Ilha do Tesouro, Nárnia, histórias de detetives e Julio Verne. Quando meninas entravam na história elas eram mandadas para colégios internos em Londres ou viajavam por qualquer tipo de mundo fantástico. Eu não queria me ver naqueles livros, eu não queria nada que fosse parecido com a minha vida, ela era chata suficiente e eu era estranha suficiente sozinha.

Minha mãe tentou: eu ganhei O Diário de Anne Frank aos 12 anos, eu detestei. Polyana aos 10, não passei da página 40. Algum livro sobre uma garotinha filha de pais divorciados aos 6 ou 7 que eu lembro de ter achado meh. Eu entendo que ela achasse que livros com os quais eu me identificava talvez me ajudassem de alguma forma, mas eu discordava…

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Sobre Lívia Furtado

Começou a estudar jornalismo e desenvolveu cada vez mais seu amor pelos livros. Começou a fazer reportagens, brincou de editar livros, foi parar na Flip e descobriu que, realmente, é a literatura seu grande amor.

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