Pro mundo todo ouvir

Eu gosto de declarações de amor. Gosto mesmo. Gosto de ler rabiscado no assento de um ônibus, pichado em um banco da prainha, desenhado em um muro, todos aqueles eu te amo perdidos que ficaram marcados, ainda que um dia aquele amor tenha acabado. Mas o que eu gosto de verdade é de ler declarações em sites como o Orkut, Facebook, até o Twitter – 140 caracteres dedicados a alguém especial. Ver aquele depoimento que a pessoa escreveu há anos e que se renova, ou que se perdeu e deixa um gosto meio amargo de saudades misturado com nostalgia. Um scrap bobo, uma declaração no álbum de fotos. Eu rio com os exageros, com a breguice, mas procuro por tudo isso pra passar meu tempo, meio assim sem perceber – e fico decepcionada quando fuço o perfil de duas pessoas que eu sei estarem juntas, namorando, e não encontro nada. Gosto das comunidades trocadas, daquele “lembrei de você” que sempre está ali escondido, até mesmo os poemas e as fotos ridículas me divertem e completam de algum jeito meu dia. Como se tudo isso comprovasse que o amor de fato existe, ainda que tanta coisa tente provar o contrário, é só a gente ouvir com atenção. Eu amo os gritos apaixonados que preenchem meu cotidiano alheio.

Anúncios

Atestado de óbito

As costas doem, as pernas doem, os braços doem, respirar dói, os olhos pesam, o nariz não funciona, a mente nublada, a vontade de deitar enrolada num cobertor e dormir, dormir, dormir.

Tem gente que chama isso de gripe, mas tenho certeza de que é algo muito mais grave. Pra todos os efeitos, morri. O telefone desligado, a luz apagada, nada de barulho, por favor. Quando ressuscitar, aviso.

Resoluções de Ano-Novo

Aquele masoquismo tá dando as caras novamente. Por que eu não consigo ser mais mulher e querer sem vergonha, sem receios e, principalmente, pelos motivos certos? Por que eu deixo tudo pro último segundo? Juro que vou retomar minhas caminhadas e começar a comer direito.

Toda paz que eu preciso

Meu horóscopo esses dias tem me dito pra ficar com a família, meio reclusa, refletir sobre meus sentimentos, trabalhar arduamente, desenvolver meu lado artístico. Estou seguindo à risca as instruções – vim pra terrinha natal ficar na casa da mãe, estou criando painés e capas de caderno com colagens, fazendo colares, planejando a decoração do meu quarto e… lendo.

Gente, como eu amo ter tempo pra ler. Aliás, paciência pra ler. Engraçado – quando eu era menor, eu era meio antissocial até, porque tava sempre com um livro pra lá e pra cá e não tinha nada que eu gostasse mais de fazer do que isso. Não que eu não goste mais de ler – eu amo. Mas às vezes dá uma preguiça de parar tudo e ficar simplesmente absorta na leitura… O problema é que eu morro pro mundo quando tô lendo, e aí não sei. Andou faltando vontade, desde o ano passado, pra morrer assim com freqüência. Provavelmente porque ano passado foi o fatídico anodovestibular, então eu queria aproveitar meu tempo livre pra viver em sociedade, não morrer (e renascer) na solidão dos meus livros. E agora com toda essa correria e mudança e faculdade, me peguei no furacão de novos amigos, saídas, festas.

É por isso que, apesar de saber que isso provavelmente vai foder um pouco com as minhas férias de dezembro, não tô reclamando muito desse adiamento do início das aulas por causa da gripe suína. Me dá mais tempo pra curtir leituras boas, em casa ou no parque. Bom resto de férias pra quem ainda as têm. :)

Recomendações:

“Adultérios”, Woody Allen – 3 histórias no estilo de peça de teatro: uma mini introdução e o resto é só diálogo, todas em Nova York e com típicos personagens Woody Allenianos. Engraçadas e muito, muito reais.

“A mulher do viajante no tempo”, Audrey Niffenegger – Clare Abshire conhece Henry quando tem 6 anos e ele, 36. Quando Henry DeTamble conhece Clare, ele tem 28 e ela, 20. Henry é um viajante no tempo, e suas idas e vindas fazem com que ele conheça Clare em diferentes épocas. Elas também fazem com que ele tenha que abandoná-la com muito mais freqüência do que gostaria – sem saber se vai voltar ou não. Um romance sobre espera, descobrimento, ausência, relacionamentos, amizade… pessoas. Um dos melhores livros que já li, e reafirmo isso toda vez que releio. Já deve ser só a 20392839 vez. :>

Cansei

Parei com você, não vou arriscar

Dispenso o seu drama, vou arriscar
Sei como agir

Eu quero te perder
Pra me encontrar

#oldschool, S&J ainda faz a gente rir quando cantado com as amigas. Mas, sinceramente? Às vezes eu ainda super me sinto numa música pré-adolescente deles.

1.

  • RT @adiosrosita: cês fala q vegetariano é chato mas e essa galera q toda vez q vê um veg comendo fala PuTs Eu Ñ ConSeGuiRiA e começa a list… 17 hours ago
  • RT @whoismaryboo: All apps are dating apps if you're online enough 1 day ago

3.

4.

  • 14,134 já ouviram
%d blogueiros gostam disto: