Caminhos

É muito engraçado isso da vida te levar pros caminhos os quais você menos espera. Hoje, sentada no sofá  de couro escuro da sala do Henrique Stroeter, morrendo de calor e completamente absorta nas coisas que ele estava falando pra gente, me peguei pensando nisso.

Como todos os nossos outros entrevistados, ele respondeu à pergunta “Você imaginava que o Castelo faria o sucesso que fez?” dizendo que não, que não tinha a menor ideia. E isso é muito louco. Pensar que, no fundo, a gente não tem o menor controle. Que, como disse ele hoje, “um monte de grandes ideias vão para o lixo. As grandes ideias que fazem sucesso, isso é pura sorte, puro acaso.”

A vida nos leva para os caminhos mais engraçados. As coisas mais planejadas podem dar errado, as ideias mais geniais podem ir para o lixo se o resto dos fatores não estiver certo. E de repente eu, que sempre preferi tanto mais a palavra escrita às imagens, passei minha tarde de domingo ali, por vontade própria, na casa de um ator ouvindo ele falar sobre uma coisa que aconteceu há 20 anos. Fazendo acontecer um documentário que eu não tenho a menor ideia se vai dar certo ou, se como tantas outras ideias que parecem boas, vai acabar esquecido no computador de alguém.

De repente, numa sexta à noite, eu estava trocando mensagens com o cara que fez alguns dos personagens de televisão que mais marcaram minha infância – e que é uma pessoa incrível. De repente, eu estava na casa da Caipora, ou na casa do Dr. Vitor, ou correndo meia São Paulo pra tentar fazer acontecer esses encontros que têm tomado tanto do meu tempo (e o de tantas outras pessoas).

E, ao fim de cada uma dessas coisas, eu estava feliz.

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